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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Novo Fenômeno Natural tem Nome: Crown Flash

Novos vídeos de um  fascinante fenômeno foram capturados na Singapura no último dia 14 de agosto de 2011, e prontamente partilhados na rede em alta definição. O usuário “abrigatti” descreve o registro:

“Estava ao lado da piscina na Singapura, quando vi algo estranho nos céus. Quando olhei para cima vi estranhas nuvens dispararem luz e vapores enquanto elas se alteravam esporadicamente. Podia ver que a nuvem de tempestade estava se formando, mas o show de luz visual me intrigou. Então peguei meu iPhone e gravei isto”

 

O segundo vídeo permite uma visão um tanto mais detalhada, e pelo visto a melhor já feita do fenômeno:

No mês passado havíamos abordado em CeticismoAberto como este novo fenômeno natural, sugerido pelo engenheiro William Beaty e encontrado em vídeos diversos pela rede poderia ser explicado.

Seriam algo relacionado a parélios e nuvens pileus, onde os cristais de gelo no topo de nuvens de tempestade se realinhariam rapidamente – em conjunto, em velocidades superiores à do som — em resposta quase imediata às mudanças dos campos elétricos de tempestades próximas.

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[Nuvem pileus]

Desde então, Beaty adicionou novas especulações em sua página, e recebemos em correspondência pessoal mais confirmações do fenômeno. Ao final de nosso artigo perguntávamos por que o fenômeno ainda não havia sido explorado academicamente, ou mesmo na literatura alternativa.

Resulta que ele já foi descrito, como nos apontou o belga Wim Van Utrecht. Em uma correspondência à revista Nature em 1971, John Gall e Maurice Graves descrevem um “Possível Novo Fenômeno Meteorológico Chamado Crown Flash”:

2 de Julho de 1970, Ann Arbor, Michigan: Enquanto observávamos uma nuvem de tempestade, “No e logo acima do pico de uma célula de tempestade uma massa de nuvem pareceu passar por mudanças bruscas de luminosidade durando vários segundos de cada vez… O fenômeno continuou a ocorrer repetidamente em intervalos de 30-60s durante os próximos 15 ou 20 minutos, fornecendo a base para a seguinte descrição. O aumento no brilho repentino começou ao mesmo tempo que os raios na massa principal da nuvem, mas continuou depois que o flash do raio havia acabado. Tinha a aparência de um facho estendendo-se como uma onda para cima e para fora da região logo a oeste do pico da nuvem cúmulo, lembrando uma exibição em leque da aurora boreal. Durou uma fração substancial de um segundo com cada raio. Em uma ou duas ocasiões tinha a aparência de um anel luminoso movendo-se rapidamente para fora e cima do pico do cúmulo. Nestas ocasiões, observou-se claramente que se estendia além da nuvem e em direção ao céu azul. Uma sombra linear, aparentemente causada por uma das massas de cúmulo, pareceu alterar sua posição subitamente para cima ou para baixo em cada ocorrência do evento”.

Um comentário:

Antonio Alves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.